domingo, 12 de junho de 2016

Educação e Transcendência

"Ninguém muda ninguém, nós nos transformamos no encontro." Roberto Crema

Ontem acordei cedinho e, feliz da vida, peguei a estrada e fui pra Campinas assistir aula no curso de Psicologia Transpessoal, ao qual voltei recentemente.

Contemplando a serração baixa na estrada e curtindo o friozinho, ao longo do caminho meu coração já foi se abrindo e se alegrando pelo que viria, pois uma coisa é certa, aula na Transpessoal é sempre um momento incrível!

Cada aula é especial e me faz entrar em contato com essa pulsão de transcendência que me habita e me traz a certeza de que posso ir cada vez mais longe na jornada de descoberta de mim mesma, de que posso, sim, viver de acordo com o amor que me habita e que habita cada Ser, me relacionando profundamente com a liberdade do outro e com a riqueza da diversidade.

O tema desse final de semana foi a visão transpessoal na educação, adentrando um universo em que não temos todas as respostas em um nível intelectual, mas que permite que elas venham de locais desconhecidos do Ser, a partir da experiência, da partilha, do silêncio e da abertura à escuta do que vem do inconsciente, acessando emoções, intuições, sensações, mergulhando no corpo e na alma.

A partir da compreensão de que na realidade o educador é um facilitador, que cria o campo e dá suporte para que o indivíduo se aproprie de seus recursos para transcender, vem à tona a responsabilidade que tenho de ampliar minha percepção, para que possa perceber melhor o outro.

O espaço de aprendizado é um lugar de contato com o sagrado. Minha vivência nesta aula passou pela sensação de estar imersa numa grande rede em que posso acessar todos os tipos de conhecimento, especialmente o conhecimento que vem a partir das relações, de fazer e viver junto. 

Sem dúvida, o refinamento da percepção vem do cultivo de uma mente silenciosa, através do acesso à  sabedoria que vem da intuição, pela meditação e solitude. Mas o florescimento deste cultivo, a prática, se dá no encontro, no contato com o outro.

Aprender a conhecer; 
Aprender a fazer;
Aprender a viver junto;
Aprender a ser.

E aprender a transmitir, a despertar no outro, o desejo de VIDA! Assim como ele foi desperto em mim. 

Com o coração cheio de gratidão,

Thianne









terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Por Que Escolhi Ter Um Mestre Espiritual

"Se nós não entendemos que todos os seres e reinos da existência têm sido os nossos pais neste ou noutro momento, então nunca encontraremos um bom mestre, menos ainda um mau mestre."




Minha trajetória no caminho espiritual teve uma forte mudança a partir do momento que descobri a meditação.

No princípio, a prática me trazia mais foco e tranquilidade, me tirava de estados de ansiedade ou preocupação. E este já era um grande benefício. Além disso, o conceito de atenção presente e da totalidade fazia muito sentido e me impulsionava a praticar com mais dedicação.

Estar conectada a isso me trazia a sensação de ser possível aproveitar verdadeiramente a vida e aprender a direcionar melhor minha energia. Algo realmente libertador!

Mas havia algo mais. Precisava clarear o caminho. E quanto mais experienciava a meditação, mais sentia a necessidade de estar próxima de pessoas com mais vivência do que eu.

Há mais ou menos 5 anos, quando participei do primeiro retiro com meu mestre, Vasant Swaha, pude perceber a riqueza de estar junto de alguém que me ensinava de uma maneira integral, aliando experiência física, mente, espírito, emoção e intuição de forma coerente, fazendo com que meu Ser se alinhasse profundamente a esta energia, participando do mesmo espírito.

Reconheci nele um mestre, mas a mente condicionada ainda tentava encontrar paradigmas para se apoiar. Achava estranho reverenciar uma pessoa, ainda que fosse um mestre.

Busquei outros caminhos, outros professores, outras vivências, mas quando pensava em um lugar para voltar, pensava em meu mestre. Um conforto, uma sensação de chegar em casa, de reencontro e de como era simples simplesmente estar lá, perto dele. A experiência viva estava ali, na minha frente, ao meu alcance. Bastava beber da fonte.

Das muitas maneiras de busca que experimentei, passei também a viajar mais para lugares com pouca ou nenhuma infraestrutura, em total contato com a natureza, especialmente as montanhas. Cada vez que subia uma montanha, era um reencontro com algo que me dizia que não estava só, que faço parte de uma grande rede, de uma inteligência amorosa, infinitamente criativa. Sentia que eu estava amparada inteiramente por esta força viva. Era como tocar a possibilidade da iluminação.

Nestes 5 anos, aconteceram situações com grandes impactos em minha vida, desde reviravoltas profissionais até transformações totais na forma de me relacionar com as pessoas. E, por último, a experiência da morte do meu pai, em outubro de 2014. Já relatei no blog esta experiência, mas naquela ocasião, não imaginava que a morte do meu pai fosse me ajudar a compreender melhor a entrega a um caminho espiritual.

Esta compreensão veio da união de alguns pontos. Primeiro, da percepção a partir do contato com a natureza de que, independente de não ter mais a figura de um pai presente na minha vida, a própria inteligência da vida se fazia a cada momento meu pai e minha mãe. Não sou e não serei mais do que uma criança do Universo.

E a criança não tem limites para se entregar e confiar. Mas ela não somente confia e se entrega, ela também dá passos na direção daquilo/daquele em que/m ela confia. Nesse momento, me veio esta compreensão. O acolhimento da energia do mestre estava ali, eu confiava no caminho, bastava apenas manifestar minha escolha, dar o passo para a entrega.

E além disso, a figura do mestre é apenas uma forma de materializar um conhecimento. Ele é um canal por onde os ensinamentos chegam até mim. Assim, a entrega não é a uma pessoa, mas ao caminho.

E assim o mestre se mostrou pra mim. Assim veio a compreensão. E assim veio a entrega. Ganhei um novo nome, uma simbologia de abandono do ego. Abhaya significa dissipação do medo e, assim vou direcionando minhas atitudes frente aos desafios. Abandonando, passo a passo, o medo e vivendo cada vez mais, um dia de cada vez.

Gratidão,

Abhaya

PS: Se quiser saber mais sobre Vasant Swaha entre em www.vasantswaha.net.















segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Mente Estável, a Confiança e o Caminho

"A verdadeira felicidade vem do coração. Vem de uma mente que se tornou mais estável, mais clara, mais presente no momento; uma mente aberta e que se preocupa com a felicidade dos outros seres. É uma mente que tem segurança interna, que sabe que pode lidar com o que quer que aconteça. É uma mente que não se agarra mais às coisas com tanta força; é uma mente que segura as coisas de leve. Esse tipo de mente é uma mente feliz." Jetsunma Tenzin Palmo




O trecho acima, da monja budista Jetsunma Tenzin Palmo, trouxe mais clareza a algo que vem acontecendo em minha prática. 

Pratico meditação há pelo menos 6 anos, mas especialmente nos últimos 3 anos, passei a sentir muito mais intensamente a agitação da mente e a enxurrada incessante de pensamentos. A mente "macaquinha" pulando pra lá e pra cá, sem nada concluir. 

Observando isso, levava em consideração meu contexto de vida em São Paulo, a energia da cidade e a quantidade de pessoas emitindo pensamentos ao mesmo tempo, o foco em resultados, o trânsito... E também o momento de vida em que estava. Tinha também a sensação de me tornar mais sensível a esta nuvem energética, por conta do tempo de prática. 

Entretanto, vinha o questionamento de que por mais que meditação me trouxesse uma certa presença e tranquilidade, eu ainda não havia conseguido olhar minha mente objetivamente.

Recentemente, algo mudou. Comecei a perceber a possibilidade de me "descolar" da agitação e o trecho em que Jentsunma diz "é uma mente que segura as coisas de leve", talvez traduza essa nova percepção. Esse soltar. É algo tão sem esforço que é até difícil de explicar. 

Quando estou agarrada a um pensamento, especialmente algo que me traga alguma conexão emocional, sendo, portanto, ainda mais difícil de descolar, durante a prática faço um exercício de visualizar este pensamento se soltando, esta energia ficando como que paralela ao meu corpo, colocando o movimento da mente separado do meu Ser, que permanece tranquilo, deixando ir.

Percebo que isto demanda confiança, pois o mecanismo da minha mente é muito pautado no medo, no apego e em um resultado esperado, o que me faz planejar o tempo todo, criar estratégias para atingir este resultado. E a visão pautada no medo é totalmente embotada. Não há clareza para enxergar o todo.

A partir deste espaço de confiança, é como se acontecesse uma mudança de chave, da mente negativa para a mente positiva. De uma sensação de medo para uma sensação de gratidão a partir da confiança de que meu Ser, e não minha mente, me ajudará a atingir o resultado que for melhor. De que está tudo certo e que me conecto com a vida como dádiva. 

Este novo passo, este novo aprendizado na prática tem sido muito legal! Me tira do stress, da cobrança excessiva, de muitos dos julgamentos, de medos e conceitos...

E é isso que gostaria de compartilhar. Parecem passos pequenos no caminho, mas fazem toda a diferença na vida.

Deste novo espaço que encontrei, veio também a inspiração para escrever novamente.

Novo ano, mente renovada, presença e a cada dia, um passo no caminho.

Que seu 2016 seja iluminado!

Abhaya


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

2014

"É importante nos lembrarmos sempre que não se trata apenas do resultado. Mas da jornada. É quem você se torna durante a jornada que importa no final. Que nós nos lembremos de nossas maiores aspirações e possamos trazer nossas dádivas de amor e de trabalho para o altar da humanidade. Que nos lembremos uma vez mais de que não somos seres isolados, mas conectados em mistério e encantamento a este Universo, a esta comunidade, e uns aos outros".

Karen Tsé

"Como vou escrever sobre meditação se não estou praticando?" Pois é, desde o último post, ainda no primeiro semestre, as palavras estão paradas na garganta e na ponta dos dedos, sem que pusesse uma frase sequer no blog. E dizendo a mim mesma que seria até desonesto escrever sobre meditação se não tenho praticado, sentado em silêncio, acompanhando os mantras ou mesmo as meditações ativas que tanto gosto...

Ano está terminando e com este 2014, muitos términos importantes, nucleares, términos de fases e processos aconteceram.

Subi muito mais montanhas do que imaginava. Montanhas internas e externas. Monte Roraima, Patagônia, subi pelas cachoeiras de Pirenópolis, passeei pela natureza da costa da Califórnia, praias brasileiras, mais e mais montanhas em São Paulo, Minas, Santa Catarina, escaladas e este final de semana, pico do Corcovado de Ubatuba pela segunda vez...

Além disso, subi a grande montanha, que foi o período da doença e morte do meu pai.

E a subida desta última montanha não começou no nível do mar, mas num lugar profundo, com memórias infantis, lembranças de alegria e tristezas, questões, perguntas que doeram para serem respondidas. A cada dia do processo, me aproximei não só do meu pai, mas de cada atitude que fez dele MEU PAI e que me ajudou a ser o que sou, nas minhas fraquezas e qualidades. Como um grande espelho, me vi no ciclo infindável da existência, colecionando reflexos da ancestralidade.

Algumas coisas precisaram morrer com ele. E fiz questão de que elas se fossem muito bem resolvidas e com o coração cheio de gratidão pude dizer a ele o quanto o amo, tocá-lo com carinho e deixar que minha alma pudesse ser tocada e meu Ser modificado. Pude dizer a ele com todo meu coração aquela linda frase do H´oponopono "Eu sinto muito, eu te amo, me perdoe, eu te perdoo, sou grata".

Mas incrivelmente, um período que tinha tudo para ser considerado ruim, me trouxe leveza e abertura.

Havia uma montanha, um Everest a transpor. Uma montanha que me transformou! Consegui encontrar significado e propósito na minha vida, na família, no trabalho, nas pessoas, em estar na natureza! Cada pessoa com quem estive este ano, cada situação trouxe algo de especial!

Sim. Meditei muito menos do que gostaria, mas estive muito mais presente do que pude imaginar! A cada passo na trilha, a cada toque de carinho, a cada passo de dança, a cada lágrima estive lá, total! E estou muito mais presente, livre, deixando que o amor seja em mim!

Não meditei, mas todos os anos de prática tiveram seu efeito. A presença como benção. Pude comprender na prática, o quão poderoso é meditar!

E para fechar este ano, mais uma vez subi uma das trilhas mais difíceis que conheço. O Pico do Corcovado, 6 horas de subida, parece interminável! Mas chegar ao cume faz ver o mar de águas de um lado e o mar de morros do outro... Um visual de tirar o fôlego, enfeitado por uma lua cheia que na manhãzinha, se punha a oeste enquanto o sol nascia a leste... Pra que lado olhar? Qual das belezas contemplar? Impossível dizer o que é mais bonito... Dá pra sentir a plenitude da vida e entender que, para mim, estar na natureza é a maior das meditações, é integrar o corpo à alma.

E anteontem, a surpresa de ser escolhida para um trabalho no deserto de Gobi, um sonho que tinha há alguns anos, fez renascer uma euforia infantil! A natureza é realmente minha casa. É onde gosto de estar... E as pessoas são o meu encanto, o carinho dos amigos, daqueles com quem compartilho meu trabalho, meus projetos, a família, as paixões... Ah! As paixões... Pessoas fazem a vida mais encantada e sem elas para compartilhar, pra que serviria a felicidade?

"Meu coração está cantando!"

Este texto é um agradecimento: à minha mãe, ao meu irmão amado, a cada amigo, à minha equipe, à minha família, a cada pessoa que me ofereceu carinho, que me deu a mão para dançar ou para me apoiar, ao meu pai e à vida que é infinita...

"A morte não é contrário da vida. A vida é um ciclo de morte e renascimento."

2014, você foi especial!!!

E que venha 2015! Leve, alegre, cheio de amor!!!

Vamos com tudo!

Beijo grande,

Thianne





domingo, 31 de agosto de 2014

Sobre o Que Veio e o Que Deixou em Mim

Tanto tempo percorrendo o caminho de retorno à fonte... E de tempos em tempos, a fonte é que retorna em mim. Às vezes na forma de uma breve intuição, às vezes na leveza de uma música, às vezes por alguém.

Alguém que se fez espelho de mim. Assim me sinto. Me olhei em um espelho, que me mostrou com doçura o quão sensível sou. O quanto estive distante dessa calma que existe aqui...

Hoje, depois desse profundo contato com uma energia sensível e bela, este espelho fundiu-se a mim... E vieram palavras... E uma vontade de cantar e dançar, deixando cantar o canto que existe em mim. Deixando dançar a dança que é em mim... Deixando manifestar o amor que mora em mim, que flui...

Fonte que transborda. Olhos transparentes me olham... Alma que se expõe num relance e que me inspira, que faz com que, em alma eu me mostre também.

E depois desse espelho que chegou, me refletiu por um momento e se despediu... ficou aberta a fonte.

Tão feliz e grata!

Thianne

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Do Sensível e Profundo

Agora, depois de um bom tempo cavocando as fronteiras da mente, me perdendo entre as emoções, das dores às euforias, olhando pra dentro e pra fora, caminhando por montanhas e tepuis e batendo os pés no chão no ritmo da corrida no asfalto, deixando que as paisagens penetrassem meus olhos e que uma música se tornasse dança em mim.

Depois de longas conversas, práticas, racionais ou nem tanto, viajantes das possibilidades que este mundão apresenta. Depois da disciplina do trabalho, do fazer sem ver sentido, do trânsito e da poluição depois das 18, como também do som gostoso escolhido pra ficar dentro do carro, da fila de horas no museu e do impacto de uma obra de arte que me fez ir de imediato a um novo patamar da consciência.

Nada mais resta a não ser admitir: nesse mundo sou estranho. E é com alegria que me vem um inspirar, encho meus pulmões de ar e descanso na sensibilidade.

Vulnerável e pequena, criança do Universo. Busco o que me toca e apaixona... De alma, vivo. De alma...

Thianne

terça-feira, 18 de março de 2014

Simples Desafio

As últimas duas semanas foram de tantas reflexões e acontecimentos que valeram por um ano. Parece que em apenas 15 dias aconteceram coisas que levariam meses para serem processadas.

A começar pela viagem à Patagônia e as montanhas que adoro subir. Diferente da viagem ao Roraima, dessa vez fomos em apenas 3 pessoas e totalmente independentes. Fizemos tudo por nossa conta, comida, acampamento, trilhas. 

Conviver com a simplicidade tão de perto, sair da influência dos e-mails, informações e redes sociais teve um efeito muito grande. A sensação de estar em casa em meio à natureza revigora. Em quase todo o tempo na montanha, me senti em silêncio, senti esse silêncio que é descrito como ser como um bambu, oco, deixando o que vem do Ser passar por ele e manifestar-se.

De volta, os dois primeiros dias na cidade trouxeram novidades que mexeram no meu mundo emocional... a primeira já era intuída há algum tempo, mas despertou em mim sentimentos de raiva e dor... Em geral, sou uma pessoa pacífica, mas estava tão sensível que foi como se minha caixa de Pandora tivesse sido aberta e, sem filtro e sem esforço, essa energia irrompeu e se mostrou... Depois, voltei ao meu estado normal... Era como se aquilo tudo tivesse mesmo que sair, limpar e curar.

Estava livre, cheia de energia e com vontade de compartilhar! O restante da semana fluiu como que em uma dança! Do jeito que mais me agrada fui me envolvendo nessa dança e os dias aconteceram com leveza... Me sentia integrada às pessoas, atenta às situações, imersa no presente e aproveitando tudo de uma maneira muito peculiar... com um sentimento verdadeiramente amoroso e a sensação de que o tempo é relativo, pois experiências de presença são um momento em que o tempo para.

Diversos insights vieram. Comecei um curso de coaching e mais uma vez percebi o quanto precisamos estar abertos ao aprendizado. E aprendizado, muito mais do que acumular informações na cabeça, significa reconhecer o que precisa ser alterado sem restrições, tirando de lado o ego, colocando a humildade a serviço da paz interior.

Por fim, hoje tive duas notícias tristes: a morte de um amigo em um acidente e outra que se deu por um processo longo de doença. Apesar da tristeza, por um segundo também me vi parada no tempo, olhando a existência como vida-morte-vida... Vida vai além da morte. Morte é simplesmente uma parte do processo da vida. O que temos hoje, esse tempo, esse segundo, esse agora, é o que se pode aproveitar!        


Subi mais uma montanha! Mais uma vez, visitei o meu Sábio que mora lá no alto, nesse Everest que existe dentro de mim!


Compromisso com a felicidade não é algo simples! Precisa haver uma disposição para acolher aprendizados que nem sempre são fáceis, mas também aprender a acolher os momentos em que podemos dançar nesse fluxo de felicidade como bençãos, exercitar a gratidão e estar cada vez mais próximos daquilo e daqueles que nos tocam o coração.

Namastê,

Thianne